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Aumento de lucro selecionando os contratos certos por meio de modelagem matemática em uma empresa de mineração

29 de July de 2021 Blog por Cassotis Consulting

Em nosso blog, já mencionamos alguns insights sobre como um modelo matemático pode auxiliar muitas decisões relacionadas ao planejamento de uma empresa de mineração. Entre os muitos benefícios, como minimizar penalidades e antecipar picos de demanda ou manutenção, agora queremos destacar a oportunidade de utilizar esse tipo de ferramenta para melhor selecionar os contratos de venda e aumentar o lucro.

 

É comum na indústria de mineração operar com menor risco (em termos de processo e entrega), vendendo um único produto de qualidade média. Porém, há variabilidade na qualidade do ROM, que pode gerar minérios de ferro com diferentes propriedades químicas e físicas. 

 

As equipes de vendas geralmente têm informações limitadas sobre os desafios operacionais enfrentados durante a produção, enquanto a equipe de engenharia industrial tem pouco acesso aos preços de produtos definidos contratualmente. Essa falta de coordenação quanto ao tipo de produto mais adequado pode ser eliminada aplicando-se o modelo como mediador.

 

No planejamento de médio prazo, a empresa pode enfrentar momentos em que um contrato está prestes a terminar e surge a decisão de renová-lo ou assinar um novo. Nesse tipo de situação, com horizontes de planejamento de médio a longo prazo, as decisões operacionais não são consideradas. Portanto, é razoável supor o consumo de tipos de ROM previsto pelo planejamento de lavra durante aquele período.

 

Para demonstrar essa decisão, usamos nosso exemplo definido com uma mina de ferro genérica que tem três contratos diferentes: LQ (qualidade baixa), MQ (qualidade média) e HQ (qualidade alta), conforme mostrado na tabela 1. Considerando este cenário, definiremos que o contrato LQ termina no final do mês 6, e o contrato MQ termina no final do mês 9. Os contratos que estão prestes a expirar podem ser renovados (LQ-B e MQ-B) ou dois novos contratos podem ser assinados, um com qualidade superior (HQ-B) e outro com qualidade inferior (LQ-C), apresentados na tabela 2. Os novos contratos têm especificações ligeiramente diferentes, bem como perfis de preços diferentes. Todos os contratos em questão não possuem demanda mínima.

Como resultado, o modelo sugere a renovação do contrato LQ (LQ-B), bem como a execução do contrato alternativo HQ (HQ-B) e do contrato LQ (LQ-C), e não a renovação do contrato MQ. Em outras palavras, o resultado da separação dos produtos entre qualidade inferior e superior gera lucros maiores quando comparado à venda de um produto de qualidade média. Em nossa simulação, o lucro anual aumentou 2,12% em relação ao caso com renovação automática e sem contratos alternativos, mostrando que combinar os produtos com o objetivo de atingir a qualidade média estava destruindo valor.

 

 

Esse tipo de decisão, também conhecido como seleção da carteira de clientes, é fundamental para manter a competitividade e a lucratividade de uma mineradora. Usar esse modelo matemático como uma ferramenta de suporte à decisão, decisões mais precisas serão tomadas e maiores lucros serão obtidos.


 

Autor: Cassiano Lima - Consultor Sênior na Cassotis Consulting

 

                                     Coautores: Fabio Silva - Gerente Sênior na Cassotis Consulting

                                      Emmanuel Marchal - Managing Partner na Cassotis Consulting

 

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